SDS alerta para golpe cibernético que utiliza o WhatsApp para roubo de dados e movimentações bancárias

Com a democratização da tecnologia e o uso cada vez mais corriqueiro de aplicativos de mensagens, os crimes cibernéticos vêm se diversificando e exigindo atenção constante dos usuários. Entre os golpes mais comuns estão aqueles praticados por meio do WhatsApp, em que criminosos se passam por conhecidos para pedir dinheiro, enviam arquivos falsos que contaminam aparelhos ou utilizam e-mails fraudulentos para capturar dados pessoais e bancários.
Um dos exemplos recentes em circulação é o ataque que se propaga por meio do WhatsApp Web. Nessa situação, computadores já infectados com vírus têm suas sessões sequestradas e passam a enviar automaticamente um link aos contatos acompanhado de uma mensagem que estimula o download imediato. Quando a vítima baixa o arquivo, o aparelho também é infectado e passa a replicar o conteúdo, ampliando o alcance do golpe e roubando os dados financeiros de todos os envolvidos.
De acordo com o delegado Sérgio Luis, que atua na área de crimes cibernéticos da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), também existem casos em que o golpe acontece de forma mais simples, como quando o estelionatário clona uma foto de perfil e simula uma conversa pedindo transferências via Pix. Segundo o oficial, os criminosos exploram a confiança entre contatos próximos e o senso de urgência das vítimas, estratégia conhecida como engenharia social. “Os golpistas não agem apenas pela tecnologia, mas pela lábia, pela pressa que criam. Por isso, o primeiro passo é sempre desconfiar de pedidos de dinheiro, mensagens incomuns e arquivos não solicitados, mesmo que venham de pessoas conhecidas”, reforçou.
O delegado explica que criminosos usam o Pix como principal meio de transferência, aproveitando a rapidez do sistema para movimentar os valores antes que sejam bloqueados. Existe, porém, o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que pode ser acionado junto ao banco em casos de golpe. “É importante avisar a instituição financeira imediatamente, pois há possibilidade de bloqueio, especialmente quando a comunicação é feita nos primeiros momentos após a fraude”, ressaltou a autoridade.
A PCPE orienta que, em caso de suspeita de fraude, o usuário desconecte o aparelho da internet, execute um antivírus, monitore movimentações bancárias e registre boletim de ocorrência, seja presencialmente ou na Delegacia pela Internet (https://servicos.sds.pe.gov.br/delegacia/). Além disso, a Corporação recomenda práticas simples que podem evitar prejuízos: ativar a autenticação em dois fatores, não repetir senhas em diferentes aplicativos, utilizar gerenciadores de senhas e confirmar informações diretamente com o contato real antes de realizar qualquer transação financeira.






