BrasilEleições 2022

Moraes autoriza que PF e PRF divulguem dados sobre crimes eleitorais

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, durante coletiva de imprensa no Centro de Divulgação das Eleições.

Após a Polícia Federal (PF) anunciar que não iria mais publicar os dados relacionados às operações eleitorais por proibição do presidente do TSE, Alexandre de Moraes. O ministro eleitoral emitiu uma nova decisão, permitindo a divulgação dos dados.

Na véspera de eleição, na noite de sábado, Moraes proibiu a Polícia Federal de divulgar, até o final deste segundo turno, o resultado de operações relacionadas às eleições, sob pena de responsabilização criminal do diretor-geral da PF, por desobediência e crime eleitoral.

A decisão acatava o pedido do deputado federal Luiz Paulo Teixeira Ferreira, do PT, que alegava “suposto uso eleitoral das Polícias Federal e Rodoviária Federal em benefício da candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro, do PL”.

Com isso, a PF anunciou, no começo da manhã que, apesar de ser responsável pela prevenção e repressão a crimes eleitorais, não divulgaria os dados de ações do tipo porque “foi proibida pela decisão do Ministro”.

Depois disso, um novo posicionamento foi tomado pelo presidente do TSE. No novo documento, Moraes cita que a divulgação de resultados de operações por parte da PF, relacionadas às eleições, não atingem o sistema de dados de segurança da polícia, nem afeta o monitoramento no Centro Integrado de Comando e Controle, onde se concentra a inteligência das operações.

A PF é uma das forças que atuam na Operação Eleições 2022, coordenada pelo Ministério da Justiça. O órgão colocou cerca de 500 mil agentes das forças de segurança, em todo o país, para garantir a segurança das eleições e combater a prática de crimes, inclusive os eleitorais como boca de urna e compra de votos.

Do total, 10 mil são policiais federais e rodoviários federais. Os dados referentes à operação costumam ser divulgados, periodicamente, ao longo do dia de votação, pelo Ministério da Justiça.

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