Josenildo Barbosa apresenta proposta para Museu do Cangaço não fechar; saiba qual é

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Em resposta às recentes declarações da presidente da Fundação Cabras de Lampião, Cleonice Maria, sobre o possível fechamento do Museu do Cangaço em Serra Talhada devido à falta de apoio, Josenildo Barbosa, presidente da Fundação Cultural de Serra Talhada, concedeu uma entrevista à Rádio Vilabela no programa Frequência Democrática para esclarecer a situação.

Segundo Barbosa, ele ficou surpreso com a informação de que o museu poderia fechar logo após a realização do evento do Massacre de Angico. Ele ressaltou que a presidente da Fundação, Cleonice Maria, nunca o procurou para tratar sobre o funcionamento do museu, desde que ele assumiu a Fundação.

Barbosa destacou que, nas conversas que ocorreram com a direção do Museu do Cangaço, tudo o que foi solicitado e pautado foi disponibilizado pela Fundação Cultural de Serra Talhada. Ele mencionou que a prefeita Márcia Conrado determinou que os secretários atendessem às solicitações relacionadas ao evento do Massacre de Angico, e a estrutura para a iluminação do espetáculo custou quase R$20.000,00, sendo o município responsável pelo pagamento.

Sobre a alegação de que nunca recebeu um ofício sobre as dificuldades do museu, Barbosa afirmou que sempre teve um relacionamento de intimidade com os diretores do Museu do Cangaço, o que poderia facilitar a comunicação sobre essas questões. Além disso, ele acredita que há objetivos escusos por trás desses processos e que ele deseja se abster dessa discussão.

O presidente da Fundação Cultural de Serra Talhada apresentou uma proposta para salvar o Museu: repassar a administração do museu para o município, municipalizando-o, e fazer a doação do acervo. Essa medida, segundo Barbosa, garantiria o funcionamento contínuo do museu com o suporte do município. O custo da manutenção do espaço seria assumido pelo governo, inclusive com a possibilidade de gratuidade para acessar o museu.

“Eles faltam com a verdade quando dizem que o município não apoia,” declarou Josenildo.

O presidente da Fundação Cultural de Serra Talhada também fez um registro histórico, ressaltando que o Museu do Cangaço e a Fundação Cabras de Lampião estão onde estão devido ao apoio do município. Desde a cedência do espaço na rede ferroviária até o suporte financeiro para eventos, Barbosa enfatizou que o município tem contribuído de maneira significativa com o funcionamento do museu e descreveu várias ações realizadas pelo município historicamente para viabilizar o museu.

“A Fundação Cabras de Lampião e o Museu do Cangaço estão aonde estão graças ao município.”

Ele desmentiu as afirmações de que o governo não apoia a fundação, destacando que o município tem sido um parceiro fundamental ao longo dos anos. Com relação às apresentações do grupo Cabras de Lampião, Barbosa afirmou que são pagas pelo município, e também houve apoio na contratação de bailarinos do grupo.

“Pode até assumi: estamos vivendo uma crise agora; poderia sentar com o município para apresentar a crise e discurtimos e apresentarmos possíveis soluções,” disse ele.

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