Médico ginecologista é preso em Caruaru após denúncia de estupro durante consulta

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Um médico ginecologista de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, foi preso na última quinta-feira (1º) após uma denúncia de estupro feita por uma paciente durante uma consulta. Wellington Florêncio foi autuado em flagrante e agora aguarda a audiência de custódia.

De acordo com a vítima, que optou por não ser identificada pelo g1, ela foi ao consultório para uma consulta de rotina. Durante o atendimento, ela relatou que houve uma conversa normal entre os dois, mas que durante o exame ginecológico notou uma movimentação estranha por parte do médico.

“Ao finalizar o exame, quando fui tentar levantar da maca, ele me abraçou despida e tentou me beijar duas vezes”, afirmou a paciente ao g1. Ela relatou que ficou em estado de choque e não teve coragem de reagir imediatamente. A vítima contou sobre o ocorrido ao marido no mesmo dia e decidiu retornar ao consultório para confrontar o médico.

Ao entrar novamente no consultório acompanhada do marido, a vítima relatou que questionaram o médico sobre seu comportamento inadequado. Segundo ela, nem o médico nem a secretária demonstraram surpresa diante das acusações. O marido da paciente bateu uma cadeira no chão, quebrando-a, e imediatamente ela ligou para a polícia.

A Polícia Civil de Pernambuco emitiu uma nota confirmando a prisão em flagrante do médico pelo crime de estupro. Após os procedimentos administrativos, Wellington Florêncio foi encaminhado para a audiência de custódia e está à disposição da justiça.

Em resposta à acusação, o médico ginecologista enviou uma nota ao g1, na qual afirmou que, ao longo de mais de 40 anos de exercício da medicina, nunca respondeu a qualquer processo ético ou criminal e negou categoricamente a acusação de estupro.

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) também emitiu uma nota informando que tomou conhecimento da prisão do médico apenas após solicitação da imprensa. O órgão afirmou que encaminhou as informações à Corregedoria do Conselho para que sejam apuradas sob sigilo, conforme o Código de Processo Ético-Profissional.

O caso segue em investigação, e as autoridades competentes continuarão a apurar os fatos para esclarecer as circunstâncias e tomar as devidas providências legais.