Petrobras realiza estudos para possível instalação de um terminal de combustíveis em Salgueiro

O município de Salgueiro pode receber um terminal de combustíveis da Petrobras, o que impactará fortemente na economia local e regional. A estatal brasileira está realizando estudos nesse sentido, com objetivo de fazer a produção da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) chegar à região do Matopiba, que engloba o oeste da Bahiia, parte do Tocantins e o sul do Piauí e Maranhão. A área, que fica nas proximidades de Salgueiro, é uma das maiores produtoras de grãos e grande consumidora de diesel no Brasil.
Salgueiro pode receber o terminal porque fica situado no centro da Ferrovia Transnordestina e terá uma ligação direta com o Porto de Suape e a Rnest quando o trecho pernambucano da estrada de ferro estiver pronto.
Com objetivo de atender a demanda de regiões onde existe alta necessidade de diesel, como a Matopiba, a Petrobras está investindo R$ 12 bilhões para dobrar a capacidade de produção da Rnest. A unidade deve passar dos 130 mil barris processados por dia atualmente para 260 mil até 2029.
Segundo o portal Movimento Econômico, a Petrobras ainda não informou quando serão concluídos os estudos sobre a possibilitação de um hub de combustíveis em Salgueiro, mas disse que um entreposto no município “se enquadra naturalmente nessas avaliações por ser um entroncamento-chave da Transnordestina, com potencial de integração logística com a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), o que favorece a análise de alternativas graduais e flexíveis de atendimento ao mercado regional”.
A estatal ainda ressalta que “conduz avaliações constantes das oportunidades que fortaleçam a eficiência logística, a segurança de abastecimento e a competitividade no interior da região — inclusive em áreas de influência do Matopiba, que tem apresentado dinâmica de crescimento acima da média regional”.
De acordo com um estudo do Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e da Bahia, com a instalação de um terminal para fazer distribuição de combustíveis em vários estados do Nordeste, Salgueiro pode movimentar R$ 1,8 milhão de toneladas do produto por ano. A entidade defende a construção da obra em Salgueiro, argumentando que o combustível teria redução de custos se chegasse ao interior de Pernambuco pela Transnordestina.




