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Michael Jackson: Cinebiografia estreia sob o peso de críticas mistas e polêmicas

A tão aguardada cinebiografia Michael finalmente chegou aos cinemas, mas o tapete vermelho foi acompanhado por um turbilhão de opiniões divididas. O filme, que custou cerca de US$ 155 milhões, estreou com uma recepção morna da crítica especializada, que aponta um desequilíbrio entre a celebração do gênio musical e a omissão de fatos nebulosos de sua vida pessoal.

O Brilho de Jaafar Jackson

O ponto de maior consenso entre os críticos é a atuação de Jaafar Jackson. O sobrinho de Michael entrega uma performance visceral, mimetizando com precisão os trejeitos, a voz e a energia do tio nos palcos. Para muitos, Jaafar é a “alma” que impede o filme de desmoronar sob o peso de sua longa duração.

As Falhas na Narrativa

As principais críticas negativas recaem sobre o roteiro de John Logan. Veículos internacionais e nacionais destacam que a produção — que contou com o apoio do espólio de Jackson — optou por um tom “hagiográfico” (santificado).

  • Superficialidade: Críticos acusam o longa de passar rapidamente por traumas de infância e processos judiciais.
  • Duração: Com quase três horas de filme, a narrativa é descrita como “cansativa” e “episódica” por portais como o Omelete e o The Hollywood Reporter.

Público vs. Crítica

Enquanto o agregador Rotten Tomatoes exibe notas baixas por parte dos especialistas, a reação do público parece seguir o caminho oposto. Nas redes sociais, fãs elogiam as sequências de dança e a fidelidade visual dos figurinos, transformando a estreia em um campo de batalha entre o rigor técnico e o valor emocional.

O Veredito

Michael é um espetáculo visual que cumpre o papel de homenagear o legado artístico do maior artista pop de todos os tempos, mas falha como documento histórico ao evitar as sombras que perseguiram Michael Jackson até o fim de sua vida.