Brasil

Governo teme desgaste com ‘cerveja mais cara’ e trava regulamentação do imposto do pecado

O governo tem sinalizado que vai segurar a regulamentação do Imposto Seletivo (IS) — criado com a reforma tributária e vulgarmente conhecido como “imposto do pecado” —, que incidirá, a partir de 2027, sobre produtos e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como as bebidas alcoólicas. 

Segundo interlocutores, a equipe econômica já admite encaminhar o projeto, cujo texto já estava formatado pela Fazenda, apenas após as eleições. 

A avaliação no Planalto e entre aliados de Lula é que a discussão poderia causar mais desgaste ao petista e daria arma à oposição. O temor é que rivais explorem a tributação das bebidas e a “cerveja mais cara”. 

Como a picanha e a “cervejinha” estavam entre os principais símbolos de sua campanha, o governo quer evitar dar de bandeja um discurso pronto para a oposição. 

Em vez de um projeto de lei, cujo rito é mais demorado e barulhento, estuda-se a edição de uma Medida Provisória.

Do O Globo